Picadinho de carne de sol: A receita e história do prato adorado por brasileiros

Existem diferentes versões feitas com contrafilé, músculo e até carne de sol 

Dá para arriscar dizer que ele seria uma miniatura de Brasil no prato. Uma das muitas, claro, já que a nação verde e amarela é de proporções continentais e tem uma cozinha multifacetada. Mesmo assim, o picadinho certamente estaria entre os primeiros do ranking.

A razão de tanto sucesso começa com o trio carne, arroz, feijão. Ou seja, os símbolos máximos da comida do dia-a-dia do brasileiro. Se não bastasse isso, a receita quase sempre vem servida na companhia de uma turminha que também é do tipo “preferência nacional”: ovo, farofa e certas gostosuras fritas, como banana e pastel.

Essa base versátil pode (e deve) ser explorada ao máximo. É o que faz o chef Carlos Ribeiro, do restaurante Na Cozinha – A Casa do Picadinho, em São Paulo. Como já dá para entender, a casa o tem como estrela do cardápio e a fama foi tanta que o restaurante acabou por ganhar esse adendo ao nome.  

Em média, são nove versões que figuram no menu, a começar pelo tradicional, executado com contrafilé cortado na ponta da faca, técnica que está entre os passos importantes do modo de preparo.

Com orgulho de suas raízes, o chef nascido na Paraíba faz questão de ter uma opção que lembre o Nordeste: trata-se do picadinho de carne de sol que vai para a mesa com feijão verde, farofa de paçoca de charque e salada de jerimum (como é chamada a abóbora na região).

Há ainda o picadinho de músculo, que é cozido em um bom refogado de alho e cebola e entre ervas como louro, cominho e tomilho; e mais o de cenoura e batata. Esse último, curiosamente, é o que mais remete à sua suposta origem, que seria o arquipélago português da Madeira, no qual ele era servido em travessa grande e para petiscar.

Entre as histórias associadas ao prato, a mais próxima e difundida vem da boemia carioca dos anos 50. Teria surgido para suprir aquela fome da madrugada e ganhou fama na boate Meia Noite, no bairro de Copacabana, casa noturna conhecida por receber celebridades nacionais e internacionais. Desde então, ultrapassou fronteiras e se tornou um hit nos mais diversos restaurantes, dos mais simples aos mais badalados com chefs famosos.

 Em São Paulo, o picadinho figura como o icônico PF (prato feito) das segundas-feiras. Uma bela maneira de começar bem a semana!

Deu pra perceber que a receita é muito versátil, né? Veja a seguir mais receitas de picadinho usando diferentes cortes de carne:
– Picadinho de filé mignon na cerveja
– Picadinho oriental de coxão mole (ideal para levar na marmita)
– Picadinho de alcatra com abóbora

Picadinho de carne de sol

Experimente o prato nordestino acompanhado de farofa de paçoca de charque 

Serve: 2 pessoas
Tempo de preparo: 25 horas e 30 minutos
Grau de dificuldade: Intermediário
Corte: Coxão Mole
Cortes alternativos: Carne Seca

Ingredientes para a carne de sol
1 kg de carne coxão mole
50 g de sal fino refinado

Ingredientes do picadinho
300 g de carne de sol
4 colheres de sopa de manteiga de garrafa
4 colheres de sopa de azeite de oliva
½ cebola pequena cortada em tiras
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Salsinha ou coentro a gosto

Modo de preparo da carne de sol
Limpar a carne e cortar em bifes. Salgar e guardar por 24 horas na geladeira.
Em seguida, lavar toda a carne. Cortar em cubos pequenos e reserve.

Modo de preparo do picadinho
Refogue os cubinhos de carne na cebola com manteiga de garrafa e azeite.
Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Salpique salsinha ou coentro.

Dica: pode ser servida com farofa como a de paçoca com carne de charque, uma salada como a de jerimum (abóbora) cozida com água e sal, temperada com azeite, salsinha, sal e pimenta-do-reino a gosto, feijão verde e arroz branco.

Por Academia da Carne Friboi

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