Instituto Butantan chega à reta final da Fábrica de Anticorpos Monoclonais

Novas instalações, que ficam entre o parque e o Centro Administrativo, têm cinco mil metros quadrados, divididos em quatro pisos

Está prevista para o fim do primeiro semestre deste ano a conclusão da construção da Fábrica de Anticorpos Monoclonais do Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde. O projeto representará um grande passo na área de biotecnologia porque, até então, a entidade produzia apenas soros e vacinas.

Os interessados podem conhecer mais sobre a novidade por meio de um vídeo publicado no YouTube. “O Instituto Butantan precisa evoluir e precisamos acompanhar a biotecnologia moderna”, salienta Dimas Tadeu Covas, diretor da entidade.

Sistema imunológico

Anticorpos são proteínas produzidas pelo nosso sistema imunológico para nos proteger de agentes invasores, como, por exemplo, vírus e bactérias. O uso de anticorpos monoclonais no tratamento do câncer e doenças autoimunes pode também ser chamado de imunoterapia.

“O anticorpo monoclonal tem um mecanismo de ação que reconhece a célula tumoral e procura destruir essa célula preservando as células saudáveis. Os efeitos colaterais são bem menores porque vão direto ao alvo”, explica a gerente de produção da fábrica, Fabiana Belasco Guilhen.

“Esse método pode servir para determinados tipos de câncer, mas não só, como algumas doenças degenerativas, e o instituto vem desenvolvendo pesquisas em relação a isso também”, completa Dimas Tadeu Covas.

Os anticorpos monoclonais são medicamentos para tratar câncer e doenças crônico-degenerativas. Esse tipo de tratamento, altamente avançado, é uma tendência no mundo todo e já existe no Sistema Único de Saúde (SUS), mas depende hoje de importação e é considerado de alto custo.

Estrutura

A nova fábrica, que fica entre o parque e o Centro Administrativo, tem cinco mil metros quadrados, divididos em quatro pisos. Após a conclusão, a próxima etapa é a de instalação de equipamentos e treinamento de equipes.

“Essa obra tem parte de reaproveitamento de água pluvial e o reaproveitamento de condensado que retorna para nossas caldeiras, fazendo com que não haja perda de água”, explica Clayton Ribeiro Sobrinho, gestor de projeto e obras do Butantan.

A meta do instituto é passar a produzir seis medicamentos já a partir do ano que vem. O projeto teve investimento inicial de R$ 60 milhões. “Estou muito realizada, pois é um projeto grande não só pelo tamanho, mas por tudo que ele engloba. É muito gratificante estar trabalhando no projeto”, relata Milla Christie Ribeiro, engenheira de obra da iniciativa.

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