Governo de São Paulo moderniza normas para consumo de água de reúso

Nova resolução estimula a prática sustentável de utilizar o recurso oriundo da estação de tratamento de esgoto no Estado

Os secretários de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente e de Saúde, Marcos Penido e José Henrique Germann Ferreira, assinaram nesta quinta-feira (13) uma resolução conjunta que incentiva a sustentabilidade em São Paulo, por meio da reutilização de água não potável.

O documento moderniza uma resolução de 2017 sobre o reúso, para fins urbanos, de água proveniente de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) Sanitário. A resolução foi formatada em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde.

“Existe uma mudança de mentalidade que estamos passando e todos entendem a importância dessa água dentro de uma economia circular”, comentou Marcos Penido. A nova resolução atualiza principalmente alguns padrões de qualidade, frequência de análise, categoria e formato dos adesivos para sinalização.

“Há uma interface muito grande entre o saneamento com saúde e esse é só o começo de um grande trabalho”, disse José Henrique Germann Ferreira. A água de reúso para fins urbanos abrange exclusivamente as modalidades de irrigação paisagística; lavagem de logradouros, espaços públicos e privados; construção civil; desobstrução de galerias de água pluvial, rede de esgotos; lavagem de veículos e combate a incêndio.

Licenciamento

O produtor de água de reúso deve submeter a solicitação previamente à Estação ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para avaliação quanto à disponibilidade dos recursos hídricos. Também é preciso obter, junto à Cetesb, o licenciamento da atividade e parecer técnico, bem como à Vigilância Sanitária Municipal, para licenciamento no Sistema Estadual de Vigilância Sanitária.

“Estamos aprimorando a primeira resolução do Brasil sobre qualidade da utilização da água de reúso”, frisou a assessora da presidência da Sabesp, Monica Porto. Atualmente, é permitida a comercialização da água de reúso das ETEs operadas por empresas públicas ou privadas que tratam esgotos sanitários, excluindo aquelas implantadas por estabelecimentos comerciais e industriais.

“A crise hídrica trouxe um novo olhar para o tema. Existe uma necessidade cada vez maior para o uso da água de reúso garantindo a qualidade da saúde e a segurança hídrica para a população”, explicou o superintendente de Tratamento de Esgotos da Sabesp, Nivaldo Rodrigues.

Também participaram do evento o secretário-executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), Luiz Ricardo Santoro; o diretor da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), Renato Rossetto; os diretores da BRK Ambiental, Marcos Koehler Asseburg e Marcia Greco; os diretores da Aquapolo, Fernando Gomes da Silva, Marcio da Silva José e Sheila Oliveira; a membra do World Bank Group, Stela Goldenstein; da Secretaria da Saúde, Luiz Sérgio Ozório Valentim e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Patrick Johann Schindler e Maria Helena Forner.

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