Produção paulista cai 2,6% e puxa queda da indústria em novembro

A produção industrial de 11 dos 15 locais pesquisados recuou em novembro de 2019, em linha com a queda de 1,2% da indústria nacional. Essa disseminação de resultados negativos é a maior desde novembro de 2018, quando também foram registradas taxas negativas em 11 locais. O principal destaque foi São Paulo, estado de maior influência na produção industrial (34% do total da indústria), com queda de 2,6%, a taxa negativa mais intensa desde setembro de 2018 (-3,1%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada hoje (14) pelo IBGE.

“O recuo foi atribuído à influência negativa do setor de alimentos, principalmente o açúcar, compensando a alta inesperada do mês anterior. Outro fator que afetou a produção industrial de São Paulo foi a redução da produção do setor de veículos automotores, especialmente automóveis, devido ao período de férias coletivas, após a antecipação de produção em outubro”, explica o analista responsável pesquisa, Bernardo Almeida.

Redução da produção de veículos automotores, especialmente automóveis, impactou a indústria – Foto: Wikimedia

Produção industrial (mês/mês anterior)

BrasilNordesteAmazonasParáCearáPernambucoBahiaMinas GeraisEspírito SantoRio de JaneiroSão PauloParanáSanta CatarinaRio Grande do SulMato GrossoGoiás

Clique e arraste para zoom1 Indústria geral | Rio de Janeiro1 Indústria geral | São Paulo1 Indústria geral | Paranádezembro 2018janeiro 2019fevereiro 2019março 2019abril 2019maio 2019junho 2019julho 2019agosto 2019setembro 2019outubro 2019novembro 2019-10-50510agosto 20190,0 %

Fonte: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física

O Paraná apresentou a segunda maior influência negativa com queda de 8%, segunda taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde maio de 2018 (20,1%), quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. A queda é devido à redução na produção de derivados de petróleo (refino) e na produção de veículos automotores, também em função das férias coletivas após antecipação da produção em outubro.

Como destaque positivo, o Rio de Janeiro cresceu 3,7%, a segunda alta consecutiva e a mais intensa desde julho de 2018 (6,8%), puxada pelo setor extrativo (petróleo de gás natural). O segundo setor que afetou positivamente a produção industrial do Rio de Janeiro foi a produção de derivados de petróleo (refino).

Ceará (3,4%) e Mato Grosso (2,7%) também apontaram os avanços em novembro, com o primeiro eliminando a queda de 1,5% registrada no mês anterior e o terceiro marcando o quinto mês seguido de crescimento na produção e acumulando nesse período expansão de 12,1%.

Por IBGE

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